sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Nunca deixem de conferir o bilhete

Esses dias fiz uma descoberta bombástica que abalou todas as estruturas do meu pacato mundinho conformado. Não, eu não ganhei na loteria... Quer dizer, mais ou menos... Explico-me:

Em 2002, passava por uma das fases mais estressantes da vida de qualquer pessoa: o vestibular. O sonho dourado da minha adolescência era tornar-me uma jornalista. Sempre fui um pouco CDF e gostava de estudar. Durante essa fase, entretanto, tudo mudou. Quando olhava para os livros (cheios daqueles conhecimentos complexos e totalmente inúteis) e para a minha aconchegante caminha, ficava sempre com a segunda opção. Não sei por quê... Só sei que quem sofria era minha mãe. Era um tal de “Carol, acorda! Vai estudar, menina! Assim você não passa no vestibular. Meu primo Esse, que passou pra USP, não tinha vida, estudava dia e noite sem parar”. Era ai mesmo que eu virava pro lado e dormia mais ainda... Ser CDF é uma coisa, ser masoquista é outra...

Passei o ano todo nessa ociosidade desmedida... Ainda assim, passei na primeira fase da UERJ e da UFF. Imaginem qual não foi a minha imensa alegria de saber que as sonecas valeram a pena (ao menos estava mais descansada que os outros candidatos)! ! Enfim, os resultados da primeira fase me deram um gás pra começar a estudar pra segunda. Porém, uma semana depois, meu gás já tinha evaporado e eu estava na mesma pasmaceira de sempre. Conclusão: não fui aprovada em nenhuma das duas. Fiquei por pouco, mas não passei. Com isso, dei munição pra mamãe ficar mais ou menos uns seis meses falando do primo Esse e de como ele tinha passado pra USP. No fim das contas, dei razão pra ela; deveria ter me empenhado mais (ou só me empenhado, sem advérbio mesmo).

Só que a vida continua, certo? Prestei vestibular pra Bacharelado em Tradução, porque sempre fui apaixonada por inglês, e estava muito bem, tranqüila e serelepe, até o mês passado. Meu pai, por um acaso doido do destino, resolveu procurar meu nome no Google e adivinhem o que ele encontrou? A tonta aqui foi chamada na reclassificação da UERJ, lá no ano das sonequinhas.

Fiquei mal durante umas duas semanas. Sei que nada na vida é por acaso, e que Deus tem um plano pra cada um de nos, mas na hora eu surtei. Era o meu grande projeto e, por conta desse vacilo estúpido, todo o curso da minha vida mudou.

Agora já passou e eu já retomei a minha vidinha de todos os dias, mas aprendi uma grande lição: quando realmente se quer algo, tem que se agarrar até à mais ínfima possibilidade. Como bem disse a minha lindíssima amiga Ivana, não se joga na loteria sem conferir o resultado. Seu bilhete pode ser premiado.

4 comentários:

JM disse...

Así es amiga mía.. quedará como lección :) (aunque en mi caso siempre compro lotería pero nunca la reviso :-S jejeje)

Ivana Millán disse...

Querida!
:D gostei muuito de ser citada, ahauhihaa.. gente carente é fogo :P Bjo!

Ivana Millán disse...

Vamos lá minha amiga! Atualiza esse blog! :P

Cynthia Lanzetti disse...

Nossa Carol! Não sabia disso! Mas como vc disse, aprendemos com os erros. Nunca mais vai esqueçer de conferir o seu bilhete! Sou um pouco assim tbm e a conclusão foi: quando achei que tinha me formado na UERJ veio a decepção... faltava uma matéria. Estou me formando agora. Acredita?