Amar é abdicar de ser pó
E optar ser imortal
Em dois corpos que se unem
E se fundem continuamente
Amar é reconhecer em outra alma
O suspiro de vida que falta
Para atingir uma sublime
E ociosa perfeição
Amar é vislumbrar
A adorável tentação
De estar completo
E idilicamente vulnerável
De que importa, então,
a passagem do tempo
Quando se fala de amor?
De que vale essa tola contagem dos dias
Quando se fala de almas,
Se o amor sobrepõe-se aos séculos
Para consumar-se na eternidade?
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